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 Reprogramando a Emoção
MINHA TRAJETÓRIA por Marina Tschiptschin Francisco (publicado na Revista Catharsis)

Os instrumentos que nos foram oferecidos pela experiência psicanalítica, desde Freud até hoje, passando por nomes como Melanie Klein, Winnicott, Bion, e enriquecidos pela contribuição de Jung, encontram agora várias outras áreas do conhecimento e da experiência humana a que se aliar. Delineia-se, com clareza, a possibilidade de uma grande integração, para finalidades profiláticas e terapêuticas. Meu trabalho constitui, essencialmente, uma forma de psicoterapia que alia em si vários ramos das ciências psicoterápicas, tanto ocidentais quanto orientais.

Na minha trajetória através do conhecimento psicológico, fui levada a me identificar ora com uma, ora com outra orientação. Já fui Behaviorista, já fui Reichiana, já fui fortemente inclinada à Psicanálise mais ortodoxa. Em paralelo, sempre estive interessada em vários ramos do conhecimento humano ligados ao comportamento, à mente e as emoções. Com ênfase, na Filosofia Oriental.

Tudo isso acabou configurando uma busca por uma síntese - englobadora dessas informações e das vivências que as concretizaram, fossem essas vivências pessoais ou profissionais. Minha síntese tem duas finalidades : uma finalidade reflexiva, e, principalmente, uma finalidade prática - que é a de encontrar atalhos para o alívio do sofrimento e para a busca de um equilíbrio na vida emocional.

MINHA SÍNTESE
Parto do princípio de que nossa vida inconsciente, onde residem energias altamente potentes, contém não só instintos dos quais se originam os desejos, o material psíquico recalcado pela repressão, e toda uma psicodinâmica a determinar o trânsito dessas energias. Parto do princípio de que nossa vida inconsciente, muito mais abrangente, tem uma notável expansibilidade - tanto a nível de conhecimento, quanto a nível de atuação prática. São grandes as nossas riquezas interiores e os poderes ali existentes. Alguém já não disse que com essas riquezas poderíamos remover montanhas?

Aliás, a perspectiva de remover montanhas torna-se muito atraente, quando constatamos que não podemos nem remover o grãozinho de areia em nosso olho. Quando verificamos que somos joguete das forças inconscientes, enquanto não as dominamos. Afinal de contas, ser joguete das forças inconscientes é a maior fonte de sofrimento do ser humano. Que o digam o portador de tiques nervosos, as vítimas de grandes fobias, e os neuróticos de um modo geral.

A conscientização é o primeiro passo nessa síntese : trazer à tona, trazer à luz, expor, permitir que ventile, que areje. Que esteja à mão para futuras referências, que esteja à mão para um remanejamento. O Método Psicanalítico é um dos instrumentos eficientes para a localização dos mecanismos inconscientes. Dentro desse Método, a análise da transferência e da contra-transferência desempenham papel fundamental e permitem a clara visão da questão no aqui-e-agora. E de como esses flagrantes do aqui-e-agora reproduzem-se e perpetuam-se nas várias ocasiões cruciais da vida.

Como passo preliminar, vão ficando claros, assim, os dados fundamentais da realidade psíquica do paciente, diante do mundo em que vive. Paralelamente, ficam claros os comportamentos e as circunstâncias que perpetuam os mecanismos inadequados, produtores de mais sofrimento. Fica claro, também, o caráter automático desses mecanismos, sobre os quais o paciente não tem nenhum controle. Fica clara a existência de uma programação interna todo-poderosa, para a modificação da qual o Método Psicanalítico é necessário, porém insuficiente. Outros instrumentos fazem-se indispensáveis.

É quando entra em cena nosso poder interior, com suas possibilidades de ação sobre nosso mundo emocional e mental. Tal poder interior encontra-se no inconsciente, dentro de uma região de energias "superconscientes", que compõem de uma outra ordem de recursos. Trata-se de um nível de personalidade mais elevado, onde se localiza o Eu real - centro para o qual converge, necessariamente, toda a trajetória humana. É ali que vamos encontrar a possibilidade da dinamização energética daquilo que se escolha dinamizar, concomitante à extinção energética daquilo que se escolha neutralizar.

Assim como a conscientização é cíclica e infinita, progredindo em espiral ascensional, (à maneira de alguns corpos da Física), a manipulação energética consciente dos conteúdos mentais e emocionais também apresenta possibilidades infinitas, e nos oferece a animadora perspectiva de sermos, em grande parte, donos de nosso destino. São várias as técnicas que uso para o arrebanhamento das energias superconscientes, e para sua utilização na remodelagem das programações interiores. Destacam-se, dentre essas técnicas, a Mobilização Interna e a Mobilização Externa.

A MOBILIZAÇÃO INTERNA
Este é o procedimento imediatamente subseqüente ao procedimento psicanalítico. Uma vez delineadas as imagens cruciais da sessão, trabalha-se sobre elas no sentido de "entrar" nelas mais a fundo, "abrindo-as" em seus componentes, em seus desdobramentos. Sobre esses desdobramentos, então, trabalha-se energeticamente, dando-lhes outros rumos visuais, mentais e emocionais. Vamos exemplificar.

Regiane, 23 anos, recém-formada em Psicologia, apareceu em meu consultório exibindo ansiedade flutuante e generalizada, uma grande insegurança quanto a seus rumos dentro da profissão, e uma paralisante dificuldade de relacionamento com rapazes. Estava bem infeliz, e pouco otimista quanto ao sucesso de sua terapia. Constatou-se que, entre outras coisas, Regiane carregava dentro de si uma imagem de mãe "estragada" ( uma imagem de uma mulher inadequada, nada atraente, muito primitiva e rejeitável em sua totalidade), com a qual era-lhe impossível identificar-se. Faltando-lhe essa identificação, Regiane contava apenas com modelos bidimensionais, estereotipados, de mulheres inteligentes, atraentes e magnéticas, que tinha enorme dificuldade de realizar em si mesma. Regiane acabava se sentindo pouco inteligente e pouco atraente.

Começamos, entre outras coisas, trabalhar essa imagem materna "estragada", essa matriz desfavorável. Desdobrada, essa imagem trazia consigo, no empuxo, uma outra imagem "estragada" - a da própria Regiane, impotente e sem graça. Mais desdobramentos trouxeram consigo uma mulher cruel que havia feito essa destruição toda - uma mulher dura e implacável, que não suportaria ver a fragilidade das outras. A mulher dura, naturalmente, era, mais uma vez, Regiane.

Conduzida, em estado de relaxamento profundo, a examinar esses desdobramentos, e a verificar sua responsabilidade nos "estragos", Regiane passou a ser orientada no sentido de empreender todo um trabalho de empatia e reparação da figura "estragada", o que foi se tornando possível através da mobilização das energias positivas presentes no relaxamento profundo. Tal mobilização era maximizada através de um trabalho Cromoterápico.

Assim, tanto a mãe quanto a Regiane "estragadas" foram sendo envolvidas, fortalecidas, reasseguradas. Sua potência lhes foi restituída. Regiane pôde, assim, formar aquele elo de identificação com sua mãe, tão necessário a sua própria identificação como mulher potente. E isso se refletiu, é claro, em sua auto-imagem mais favorável, embora este tenha sido apenas um dos aspectos trabalhados em sua terapia, que se estendeu por dois anos.

A MOBILIZAÇÃO EXTERNA
O recondicionamento de respostas emocionais, assim como ilustrado acima, prepara o paciente para mais um aspecto do procedimento terapêutico: sua atuação na realidade. Trata-se, agora, dos parceiros da vida real, e não mais das imagens internas. Trata-se, agora, de rever como está a interação com esses parceiros.

Como estava a relação de Regiane com sua mãe? Antes do trabalho energético com imagens e emoções, Regiane se relacionava de uma maneira passiva-agressiva, cheia de hostilidade embutida, com sua mãe verdadeira ( em oposição à mãe imaginária). Uma vez reformulada sua posição, Regiane começou, devagar, a rever seus comportamentos que, naturalmente, criavam hostilidade e defensividade em sua mãe. Em seu esforço de quebrar padrões obsoletos e círculos viciosos destrutivos, Regiane procurava enxergar através daquela figura "feia", chegando àquela criatura frágil que reclamava sua sensibilidade e seu calor. Desenvolveu, assim, um relacionamento mais humano com sua mãe, e isso lhe facilitou todo o processo terapêutico.

Paralelamente ao progresso em sua auto-imagem, Regiane foi desenvolvendo ações mais assertivas em seu relacionamento com o sexo oposto, o que muito contribuiu para uma melhora em sua auto-estima. Acima de tudo, Regiane, entrou em contato com suas riquezas interiores, com sua posição ativa diante de seu destino, e com suas possibilidades de auto-realização.

COMO VEJO O MUNDO
Por tudo que foi exposto, pode-se depreender que minha posição é caracteristicamente holística. É abrangente, é transdisciplinar e busca um conhecimento integrador. Creio numa tendência à auto-realização no ser humano, na busca ativa do Eu real. Acredito que todo o conhecimento está dentro de nós, e está potencialmente acessível a todos.

Partilho da visão holística que acolhe o Ocidente e o Oriente como contribuintes complementares da consciência humana. Acredito que a lógica, a ciência e a mente analítica devam caminhar junto com a intuição, a arte e a espiritualidade. E procuro participar ativamente para que os dois hemisférios cerebrais sejam igualmente desenvolvidos, produzindo um ser humano vivo, caloroso e fraterno.
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