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 A Biodança
Texto de Marina Tschiptschin Francisco

A dança é também uma meditação, um meio de conhecimento, a um só tempo introspectivo e do mundo exterior. Há alguns anos, encontrei na Índia um mestre yogi autêntico e muito considerado. Revelei-lhe meu desejo de yoga de maneira profunda, e não essa ginasticazinha para gente de sociedade com hipertensão a que estamos habituados. Ele me responde: "A palavra yoga significa união. Esta união, você poderá encontrá-la na dança, pois a dança também é união. Você é dançarino. Shiva, o Senhor do mundo, o grande yogi, tem igualmente o nome Nataraja, o rei da dança... Você é dançarino, você tem sorte. Que sua dança seja o seu yoga, não procure outro". Mais tarde, na hora de nos separarmos, olhou-me e disse:

"Ah! Se todos os ocidentais pudessem reaprender a dançar". (MAURICE BÉJART, 1981)


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A Biodança ou Biodanza, concebida na década de 60, por Rolando Toro Araneda, no Chile, é, na definição de seu criador um sistema de integração humana, renovação orgânica, reeducação afetiva e de reaprendizagem das funções originais da vida. A sua metodologia consiste em induzir vivências integradoras por meio da música, do canto, do movimento e de situações de encontro em grupo. (TORO, 2002)

Pouco antes de conhecer a Biodanza, eu já havia criado um corpo de experiências e conhecimento, síntese de tudo que vivi até meados da década de 90, denominada Dança Arquetípica. Esta pretendia re-despertar os arquétipos dançantes inerentes ao ser humano, latentes no Inconsciente Coletivo. Descobri, em 1999, que os princípios daquilo que havia concebido como Dança Arquetípica são muito semelhantes aos da Biodanza, sistema criado por Rolando Toro, que tem, entre suas remotas origens, o trabalho de Isadora Duncan. (cf. DUNCAN, 1927)

Duncan, dançarina Norte-Americana no final do século XIX e princípio do século XX, revolucionou o mundo da dança e, mais amplamente, o pensamento moral e artístico de sua época. Isadora, que pode ser identificada com o movimento Neo-Rafaelita nas artes plásticas (do qual foi contemporânea), libertou a dança da rigidez do balé clássico, despiu as bailarinas de seus tutus e de suas sapatilhas de ponta, retirou os alicerces da dança de sua inspiração preciosista rococó e de seus arroubos românticos, replantando-os na Antigüidade Grega, de onde trouxe os ideais de pureza, naturalidade, liberdade e reconexão com a Natureza Interior. (cf. DUNCAN, 1927)

A Escola Paulista de Biodanza, integrada à International Biocentric Foundation, conta com a experiência acumulada de duas gerações de facilitadores de Biodança, todos eles contribuindo com sua criatividade e sensibilidade ao enriquecimento deste corpo de conhecimentos e experiências que pretende religar o homem a sua verdadeira natureza dançante.

A Biodanza é concebida por seu autor, Rolando Toro, como calcada na concepção holística integradora de todas as instâncias da Natureza (interligadas e concomitantes na rede da Vida) em consonância com as noções de Inconsciente Vital e do Princípio Biocêntrico, assim explicitadas por Rolando Toro:

O conceito de Inconsciente Vital permite compreender com profundidade o Princípio Biocêntrico, como "tendência" cósmica que gera a vida. O Inconsciente Vital está em sintonia com a essência vivente do Universo… O ato de cura será compreendido, desta forma, como um movimento para recuperar essa sintonia vital com o Universo. (TORO, 1999)

Na noção de Inconsciente Vital está implícita a idéia de Cognição Celular, assim definida pelo autor:

...uma forma de psiquismo dos órgãos, tecidos e células, que obedece a um 'sentido' global de auto-conservação. O Inconsciente Vital dá origem a fenômenos de solidariedade celular, criação de tecidos, defesa imunológica e, em suma, a ocorrência bem-sucedida do sistema vivente. Este "psiquismo" coordena as funções de regulação orgânica e homeostática, possui uma grande autonomia com relação à consciência e ao comportamento humano. O Inconsciente Vital é uma forma de cognição celular que cria regularidades e tende a manter funções estáveis… (TORO, 1999)


A noção de Cognição Celular conduz à noção de que essa cognição se traduz no corpo físico através do movimento voluntário e involuntário, integrando nessa tradução a memória emocional filogenética e ontogenética.

Examinando a mais recente formulação do Modelo Teórico da Biodanza em:

http://www.Biodança.org/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=76&lang=pt

Vemos que o Inconsciente Coletivo, assim como formulado por Jung, ali está presente, entendido como o aspecto do Inconsciente Vital que compõe o campo oculto da consciência humana e está acessível à conscientização e à cura, através do oferecimento de ecofatores positivos que conduzem ao resgate integrador das vivências humanas mais primitivas.

As obras de Toro constituem um preito poético à dança como ampliação do espaço vital, ao longo de algumas vertentes expressivas: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência. Quem conhece e pratica a Biodança tem uma noção do quanto esse sistema pode ampliar a sensibilidade, liberar o universo interior, conduzindo a uma harmonização intra e interpessoal.

Nas palavras de Toro:

Desde o princípio da história humana, até nossos dias, o homem vem realizando certos "gestos eternos". Estes gestos arquetípicos aparecem nos baixos relevos, esculturas e pinturas de todos os tempos. São gestos de adoração, de maternidade, reverência, trabalho, intimidade (...). As posições geratrizes na Biodanza geram danças e constituem verdadeiros arquétipos gestuais. (TORO, 1999)


Trazer o universo dançante de Toro para os conceitos da Dança Arquetípica foi muito enriquecedor. Com certeza, a mescla que resultou desses dois universos, no meu trabalho, fez com que ali haja algo de indissolúvel, não se podendo determinar com precisão onde termina a Dança Arquetípica e onde começa a Biodanza

A Dança Arquetípica, como concebida por mim, e a Biodanza de Rolando Toro, juntas, constituem um corpo integrado de fatores estimuladores de um retorno ao que É - a recuperação do Ser em comunhão com o universo. Eis alguns dos principais pontos básicos, que também são fatores estimuladores, comuns à Dança Arquetípica e à Biodanza, conectados aos conceitos Junguianos:

• A noção de que já existe aquilo que será expresso, basta avançar e manifestar.

• A noção de que não existem padrões a serem seguidos, a manifestação é singular para cada indivíduo.

• A confiança, por parte do facilitador, em que o indivíduo pode chegar a sua expressão máxima, através de seus próprios caminhos.

• As oportunidades para o resgate e cura de figuras internas a da Criança e a da Mãe , em consonância com as noções de rematernagem/refiliação, desenvolvidas, entre outros autores e pesquisadores, por SECHEHAYE (1947) e WINNICOTT (1971), conhecidas na Biodanza como reparentalização.

• As oportunidades para o resgate das principais linhas de vivência: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência - conforme estipuladas por Rolando Toro.
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